O ano era 2015, meu olhar sobre o mundo era jovem e espirituoso, sem a perspectiva aterradora que todo homem adquire com o passar da vida. Ainda me lembro da sensação de estar lá, no topo de tudo que existe, entre as nuvens e o vento, sob o céu azul infinito e o horizonte mergulhado em um verde absoluto, onde era possível constatar a vasta imensidão da nossa insignificância. Hoje tudo que eu posso fazer é me deleitar com as lembranças guardadas nessas fotografias, memórias de um lugar em que jamais voltarei novamente, mesmo que meu coração e minha alma ainda desejem sentir profundamente a alta potência de paz, do equilíbrio e da liberdade, sentimentos que apenas aquele lugar é capaz de me dar. Talvez algum dia, por algum acaso ou por obra do destino, nós dois ainda possamos nos reconectar novamente, só para relembrar o quão maravilhosa e perfeita era a sintonia entre homem e mundo.
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